A COMPANHIA ANTROPOFÁGICA REALIZA
II FEIRA ANTROPOFÁGICA DE OPINIÃO EM SÃO PAULO



Encontro artístico é inspirado em feira de 1968 do idealizador do Teatro do Oprimido Augusto Boal. E questiona: “O que Pensa Você do Brasil de Hoje?”




São 40 grupos de teatro em quatro dias de eventos. São músicos, poetas, artistas plásticos e coletivos de cinema. Todos em torno de uma pergunta: “O que Pensa Você do Brasil de Hoje?” Este é o mote da II Feira Antropofágica de Opinião produzida pela COMPANHIA ANTROPOFÁGICA, no evento que acontece de 04 a 07 de junho, das 14h às 22h, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, São Paulo.

Com direção geral de THIAGO REIS VASCONCELOS, a II Feira Antropofágica de Opinião pretende discutir – por meio de diversos segmentos artísticos – o cenário sociopolítico do Brasil atual. Serão intervenções artísticas com teatro, música, cinema, poesia e artes plásticas. Três palcos serão reservados às apresentações teatrais com encenações de 15 a 30 minutos.

As apresentações musicais serão em um palco específico. Já a projeção de audiovisuais acontece ao ar livre, podendo ser vista de diversas partes do evento. Pensar é compreender. Logo, a ANTROPOFÁGICA provoca os artistas a darem suas compreensões e respostas a este questionamento. Por sua vez, instigar o público a refletir sobre este Brasil contemporâneo. Assim, trazer uma reflexão como uma função social da arte.

Como inspiração, está a Primeira Feira Paulista de Opinião, que aconteceu em 1968. Organizada pelo Teatro de Arena, com direção geral do ensaísta e dramaturgo AUGUSTO BOAL (1931-2009), aquele evento aconteceu quando entrou em vigor o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que marca o período mais duro da ditadura militar (1964-1985).

Para driblar a censura, acontecia em teatros, cujos diretores com peças em cartaz, cediam uma parte do seu tempo para a feira. Nomes das artes cênicas como GIANFRANCESCO GUARNIERI (1934-2006), LAURO CÉSAR MUNIZ, BRÁULIO PEDROSO (1931-1990), PLÍNIO MARCOS (1935- 1999), entre outros, e da música como GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO, SÉRGIO RICARDO, EDU LOBO, e artistas plásticos, como NELSON LEIRNE, participaram da empreitada.

REMASTERIZADA – Como comenta a psicanalista e atriz CECÍLIA BOAL, viúva do dramaturgo, “uma feira itinerante e cigana, que se tornou uma romaria”. Cecília participará da mesa de abertura da feira 2015. Em fevereiro de 2014, a Companhia Antropofágica retoma a ideia dos seus idealizadores com a mesma pergunta norteadora de Boal: “O que Pensa Você do Brasil de Hoje?”.

Assim, acontecia a II Feira Paulista de Opinião, que dava lugar à I Feira Antropofágica de Opinião, que aconteceu no Espaço Cultural Tendal da Lapa. Desta vez, com a impressão digital da COMPANHIA ANTROPOFÁGICA, fundada em 2002, com o conceito de brasilidade do Manifesto Antropófago e da Semana de Arte Moderna de 1922. Entre outras atividades, a reedição da feira contou com palestras e a presença de participantes da feira de 1968. Contou também com a reapresentação do livro Teatro do Oprimido [Augusto Boal, Cosac Naify].

TEATRO DE ESQUERDA – Idealizador do Teatro do Oprimido e integrante do Teatro de Arena, Boal via as artes cênicas como espaço para a atuação política, libertária e transformadora. Suas técnicas dramáticas mostram que teatro é ação. Logo, o espectador também pode ser sujeito atuante do processo cênico. Suas ideias dialogam com o pensamento e a obra de PAULO FREIRE (1921-1997) na sua Pedagogia do Oprimido.

Segundo o diretor THIAGO REIS VASCONCELOS, nos últimos 20 anos, o chamado teatro de grupo aponta modificações expressivas para a linguagem teatral. “Este fenômeno recente tem fortes ligações com grupos de outras épocas, além de manter um diálogo vivo e constante com as outras linguagens artísticas”, compara.

CICLO DE ABERTURA– Como preparativo do evento, a Antropofágica realizou debates teóricos abertos aos artistas que participarão da feira, bem como do público. Como debatedores estavam presentes o filósofo PAULO ARANTES, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), e a professora de sociologia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) SILVIA VIANA. Segundo os organizadores, o objetivo dos debates é despertar o pensamento crítico em torno da pergunta/tema para o processo de criação artística.








Programação

Quinta-feira, 04 de Junho


14h00 - Karroça Antropofágica
14h30 - Abertura com Cecília Boal
15h00 - Grupo OPNI / Clara Ianni
15h30 - Companhia Estudo de Cena
16h00 - Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes
16h30 - Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
17h30 - Teatro dos Ventos
18h00 - Companhia Antropofágica
18h30 - Núcleo Sem Drama
19h00 - Wanderley Martins
19h30 - Companhia Estudo de Cena
20h00 - Kiwi Companhia de Teatro
20h30 - Pessoal do Faroeste
21h00 - Folias D`Arte
21h30 - Grupo Rima Fatal da Leste

Sexta-feira, 05 de Junho


Grupo Pandora de Teatro - 14h00
Cia do Tijolo - 14h30
Núcleo Pavanelli - 15h00
Cia Teatral Boccaccione - 15h30
Grupo Rosa dos Ventos - 16h00
Cia Humbalada - 16h30
Mamulengo da Folia - 17h00
Companhia Ocamorana - 17h30
Mariana Moreira - 18h00
Coletivo de Galochas - 18h30
Coletivo Zagaia - 19h00
Cia dos Inventivos - 19h30
Companhia Antropofágica - 20h00
Teatro de Narradores - 20h30
Grupo Odisséia das Flores - 21h30

Sábado, 06 de Junho


14h00 - Teatro VentoForte
14h30 - Grupo Teatral Parlendas
15h00 - Coletivo Território B
15h30 - Grupo Redimunho de Investigação Teatral
16h00 - Arlequins Grupo de Teatro
16h30 - Coletivo Cê
17h00 - Núcleo 184
17h30 - Grupo Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido
18h30 - Cia São Jorge de Variedades
19h00 - Coletivo Tela Suja Filmes
19h30 - Brava Companhia
20h00 - Grupo Clariô de Teatro
20h30 - Cia Estável
21h00 - Companhia do Feijão
21h30 - Sérgio Ricardo

Domingo, 07 de Junho


Companhia Antropofágica - 14h00
Teatro da Neura - 14h30
Bando Trapos - 15h30
Grupo Buraco d`Oráculo - 16h00
Satyros - 16h30
Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes - 17h00
Cia Artehúmus de Teatro - 17h30
Alípio Freire - 18h00
Pombas Urbanas - 18h30
Coletivo Cinefusão - 19h00
Cia Teatro Documentário - 19h30
Juh Vieira - 20h30
Companhia Antropofágica - 21h00
Karroça Antropofágica - 21h30



Serviço


O Que: II Feira Antropofágica de Opinião
Quando: 04 a 07 de junho, 14h às 22h
Onde: Memorial da América Latina (Estação Barra Funda do Metrô)
Quanto: Gratuito
Capacidade: 240 pessoas (público rotativo)


COMPANHIA ANTROPOFÁGICA
Espaço Pyndorama
Rua Turiassu, 481, Perdizes – São Paulo
(Próximo ao metrô Barra Funda)
Informações: (11) 3871-0373 ou (11) 9.9269-0189